“Sou um homem maduro.....liberal e para os menos afortunados existe sim o pensamento da diferença de idade.....mas para as pessoas que procuram a essência de viver os impulsos naturais do desejo...atração e prazer.....isto passa ao longe, pois qdo existe a afinidade....as diferenças somem..........”
Achei que este comentário merecia uma resposta mais aprofundada da minha parte, por ser um tema tabú, e em vez de escrever apenas umas linhas, decidi expor o meu ponto de vista.
Para fazer um enquadramento desta minha reflexão, devo dizer que sou um homem liberal, que me livrei das formatações “morais” e que não alinho nas normatividades que esta sociedade opressora teima em nos incutir. Faço nudismo, ando nu em casa, mijo contra uma árvore e cago de porta aberta. Não me sinto nada condicionado pelos preconceitos morais, e vivo a minha sexualidade de forma livre e assumida.
Eu sei que para muita gente o sexo é uma prática pouco frequente, que só se pratica com alguém muito especial e em condições muito especiais, mas para mim o sexo é uma prática natural, muito frequente, em que basta haver vontade entre duas pessoas para se consumar. Como costumo dizer, tenho o complicador desligado. Tenho sexo com uma amiga, com a mesma facilidade com que vou jantar com ela, tenho uma boa conversa ou vou ao cinema. Vivo o sexo de uma forma natural, lúdica e divertida, e mais do que apenas o prazer do sexo, procuro o conhecimento do outro, enquanto ser humano.
Dito isto, devo dizer que quando me embrulho com uma mulher muito mais nova e com pouca experiência sexual, eu que sou dominador e costumo dirigir as manobras, assumo uma atitude neutral e decidimos em conjunto o programa de festas. Conversamos acerca das vontades, limites e curiosidades ou fantasias da parceira, para que seja uma experiência gratificante. É uma prática divertida e bem disposta, onde lhes posso ensinar a ter e dar prazer de forma desejada e desinibida. Digamos que é uma experiência sexual pedagógica.
Mais do que a idade, o que me faz ter uma atitude colaborante e alinhar nos desejos de cada mulher, é a experiência ou a idade sexual que as parceiras possam ou não ter. Porque se por um lado há mulheres com 18 anos com muita experiência, que gozam e se divertem de forma muito mais desinibida e depravada do que muitas mulheres com 40 anos, há outras com 45 anos que são tímidas, cheias de tabus em relação a certas práticas, e formatadas ou mesmo traumatizadas por uma educação sexual opressiva e desinformada.
Tenho encontrado mulheres de todas as idades muito mal tratadas nesse aspeto. Com experiencias sexuais muito pouco gratificantes, ou mesmo traumatizantes, que geram inseguranças e resultam numa baixa auto-estima. Muitos homens ainda são egoístas, prepotentes e castradores, e nem sequer têm a sensibilidade suficiente para perceber que quando fazem determinadas afirmações e/ou tomam certas atitudes deixam as mulheres completamente destroçadas.
Relacionarmo-nos sexualmente com pessoas muito mais novas que nós, pode ser bom ou mau para elas, dependendo da atitude com que o façamos. Se formos com uma atitude egoísta, e não levarmos em conta a sua inexperiência e não respeitarmos as suas vontades e limites, pode ser mau. Se formos com uma atitude altruísta e dispostos a proporcionar uma boa experiência à jovem, pode ser muito bom, e até limpar alguma má imagem que possam ter do sexo em experiências ou relacionamentos anteriores. Deixo-as sempre consoladinhas, felizes e com a auto-estima em alta..
É tudo relativo. Se jogarmos às cartas com uma criança, e lhe ganharmos consecutivamente, tirando partido da sua inferioridade, é certamente humilhante e traumatizante para a criança. Se em vez disso, formos jogando de forma divertida, ensinando uns truques e dando dicas, e deixarmos a criança ganhar a maior parte das vezes, e as que nós ganharmos sejam por margens pequenas e vitórias bem suadas, estamos a contribuir para a sua aprendizagem, proporcionando-lhe uma experiência gratificante e enriquecedora a todos os níveis.
Devido à forma como interajo com mulheres que têm grande diferença de idade ou experiencia da minha, tenho a certeza que os meus encontros sexuais são benéficos e gratificantes para elas, e por isso não me pesam na consciência.
Um bom exemplo do que acabo de dizer é a história “H010 Pura química”. A Reflexão “R007 Qualidade na variedade” também ajuda a perceber a razão pela qual eu não preciso de impor a minha vontade ou forçar qualquer tipo de prática com mulheres mais novas ou com pouca experiência, ou até com gostos e vontades diferentes das minhas.
xarmus